OSCAR SCHMIDT, MORRE A GRANDE LENDA DO NOSSO BASQUETE
OBRIGADO,
MÃO SANTA. FICA O MITO
Oscar
Daniel Bezerra Schmidt, ou o Mão Santa, cujo apelido foi criado por mim em uma
época de ouro do nosso basquete. Oscar nasceu para ser grande, ser jogador de
basquete, grande ídolo ótimo filho, pai e esposo da querida e inseparável Cris,
a qual a conheceu quando ainda era juvenil no Palmeiras e se casaram em 1981.
Há anos o
nosso maior cestinha vinha lutando contra o seu pior adversário: um câncer no
cérebro. Fez duas cirurgias, chegou a ficar bem, mas teve recaída há poucos
meses e não se levantou mais. Sua passagem na terra aconteceu nesta sexta-feira
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Convive
muitas emoções no basquete o acompanhando pela Seleção Brasileira. Tive a
felicidade de lançar o apelido de Mão Santa e, junto com ele e Carioquinha,
criar o nome da jogada de Ponte Área, jogada que ele recebia o passe de
Carioquinha e enterrava como poucos.
Estou
triste, mas ao mesmo tempo realizado de ter participado um pouco na vida desse
ídolo. Ajudei na captação de dados do Brasil no seu Livro editado na Itália, na
época em que ainda jogava pelo Indesit Caserta.
Um dos
grandes sonhos do ala brasileiro era ver uma Liga Nacional forte, competitiva e
auto-sustentável. Criou a Nossa Liga de Basquete, que depois virou a Liga
Nacional, hoje NBB, de sucesso e com 20 clubes disputando.
Não veremos
mais em pessoa Oscar Schmidt, mas os seus feitos, suas conquistas e o mito
ficarão para sempre do maior arremessador da nossa história. Vá em Paz, Mão
Santa.
Oscar
disputou 5 Olimpíadas
Moscou-1980
Los
Angeles-1984
Seul-1988
Barcelona-1992
Atlanta-1996
Marcou
1.093 pontos, marca até hoje não alcançada por qualquer outro atleta da
modalidade. Ele também é o maior cestinha da seleção brasileira, com 7.693
pontos.